Sim, houveram tempos
de baladas nas campinas
de serenatas para a lua
onde havia puro entendimento de tudo.
Houveram tempos distantes
Onde eu olhava o céu noturno
Dançando em Ode ao Mundo
Sentindo que o peito ia se inflando de amor por tudo.
Sentindo o sangue acelerado pelas danças
Os braços abertos, o corpo girando
A madeira crepitando na fogueira
Entregue ao sabor da dança ao dançar dos ventos
Pés descalços na terra, cabelos soltos
Coração aberto, alma sorrindo
Corpo liberto, êxtase puro.
Fecho os olhos e ainda vejo:
Coração consumido pelas labaredas
Olhos brilhantes como Fogo
Braços e mãos que se moviam sob as chamas
Meu corpo a dançar e minha alma a se extasiar.
E quando a noite findava e nascia o dia
Alguns sonolentos estavam
Eu não, passara a noite em complô com os astros
Me sentia vivaz, selerepe pelos segredos trocados
E quando no rio ia me banhar, olhava meu rosto de mulher-menina
observava meus grandes olhos negros que eram intensos e vivos
a cabeleira que me era tão característica e pensava:
“Felizes são os Filhos da Terra,
pois se assim se reconhecem
sempre possuem o Colo da Natureza
para repousar”.
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