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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

"A verdade é que amamos sempre quem nos faz sofrer..."

Tem coisas que caem com uma luva né?
Frases, gestos, olhares...o acaso é mestre.
Mas me pergunto até onde é acaso,até onde posso ignorar  e fingir não ser um "sinal"?Algo como um alerta, mandado nas entrelinhas, para quem for astuto captar.Ou até mesmo algo dentro de você, gritando para que abra os olhos e perceba a realidade estampada na sua frente.
É estranho pensar que não enchergamos algo que esteja muito próximo a nós, que simplesmente desligamos nosso mecanismo de defesa, nossos alertas, nossas percepções quando este algo comporta nosso universo de confiança.
"Você consegue ver as horas?...Consegue? NÃO, porque ta muito colado no seu rosto esse relogio!". (Essa cena sempre me vem a cabeça, é como a representação, uma ilustração desse entendimento.)
Talvez o problema seja esse, pensamos que é o acaso como uma maneira de facilitar o entendimento da complexidade da nossa vida,dos nossos sentimentos. Talvez uma maneira mediocre de ,anulando completamente a magia da imprevisibilidade dos atos, ridicularizar nossas percepções extra racionais como falsas... ilusórias.
Um mecanismo para regular um outro mecanismo,e assim sucessivamente.Pensamos no acaso para não reconhecermos esses alertas, mas ao reconhecer isso ,automaticamente ,não anulamos os dois mecanismos?
Será que pensar, raciocinar, filosofar em cima disso não é outra forma de ludibriar a intenção original dos fatos?
Não seria talvez um terceiro mecanismo de "auto enganação"?

Na madrugada temos tempo para pensar nisso, acredito eu.Coisas que passam tao despercebidas entre os segundos apertados das nossas vidas tão atarefadas.Coisas que deixamos escorrer entre as pequenas frechas de nossos dedos...de nossas mãos.Coisas que volta e meia nos interrogamos e somos ridicularizados.Quantas vezes você não ouviu alguém lhe dizer para "não perder tempo com essas coisas que NÃO TEM RESPOSTA"? Quantas vezes não lhe falaram como perda de tempo ou desperdício de paciência?
As coisas que mais irritam e geram aversão ao homem são aquelas que ele não consegue explicar dentro de sua limitada racionalidade.Dizer que não é importante talvez seja uma maneira de simplificar algo complexo demais para ser entendido.Um mecanismo para nos agrilhoar eternamente a ignorância...para acreditarmos que por não compreendermos plenamente essas coisas, estas são passíveis de negligência e esquecimento.
Mas talvez  pensar assim seja um mecanismo que gere todos esses outros...

João Pedro Menezes / http://www.facebook.com/note.php?note_id=124298317634148