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terça-feira, 2 de agosto de 2011

A FOLHA DE PAPEL

Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e na

menor provocação, explodia magoando meus amigos, com palavras e gestos.



Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia

envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.



Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de

raiva, e me entregou uma folha de papel lisa e dizendo:

- Amasse-a!



Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.



Agora - voltou a dizer-me: deixe-a como estava antes.

É óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas.

Então, disse-me o professor:



- O coração das pessoas é como esse papel... a impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.



Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro deste papel amassado. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.



Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos

consertar o erro, mais muitas vezes é tarde demais.





Alguém disse, certa vez:



"Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio"

por Tony Rocha
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